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A Chevrolet está
apresentando a primeira evolução do Vectra, seu modelo de grande sucesso desde que foi
lançado em março de 1996 e que, no mês passado, atingiu a expressiva marca, no segmento
dos médios, de 150.350 unidades em dois anos. Somados aos modelos de primeira geração comercializados a partir de setembro de 1993, já são
208.752 Vectras rodando no Brasil.
A evolução é representada pelo motores
Powertech 2.2 MPFI e Powertech 2.2 MPFI 16V (2.198 cm3), em substituição aos 2.0 (1.998
cm3) de mesmas configurações. A nova motorização estende-se a toda a linha Vectra
GL, GLS e CD e contribui decisivamente para maior agilidade e prazer de
dirigir. Os novos motores se diferenciam visualmente dos anteriores pela cor de parte da
tampa de válvulas, agora vermelha.
O motor do CD passa a contar, pela
primeira vez na produção nacional, com duas árvores de balanceamento (balance
shafts) alojadas na ponte das capas dos mancais do virabrequim, que anulam as
vibrações e o tornam praticamente tão suave em funcionamento como um 6-cilindros. O
grau de conforto e satisfação passam a ser ainda maiores na versão topo-de-linha do
Vectra.
GL e GLS, o grande salto em potência
O ganho de potência nos Vectras GL e GLS é expressivo, ao passar de 110 cv
(potência líquida) a nada menos que 123 cv sem mudança de rotação, 5.200 rpm.
O torque também aumentou
substancialmente, de 17,7 kgf·m a 2.600 rpm para 19,4 kgf·m a 2.800 rpm. Esses números
conferem aos Vectras GL e GLS agilidade incomum na categoria, percebida pelo motorista que
conheceu as versões 2.0 logo nos primeiros quilômetros percorridos.
Além do aumento de deslocamento
volumétrico, houve desenvolvimento na admissão e no escapamento, para melhorar o
enchimento dos cilindros. Os parâmetros de injeção e ignição também sofreram
modificações no módulo eletrônico de comando. O resultado foi o grande salto de
potência verificado.
Como conseqüência, melhoraram ainda
mais os dotes dinâmicos do GL e do GLS, como acelerar de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos
(antes, 11,7 s) e atingir velocidade máxima de 195 km/l,8 km/h a mais que anteriormente.
Outro grande ganho foi nas retomadas de velocidade, como passar de 80 a 120 km/h em 13,2
segundos utilizando a quinta marcha, 1,4 s mais rápido agora.
No Vectra CD, cujo motor emprega
tecnologia de 4 válvulas por cilindro são 16 ao todo o caminho escolhido
pela engenharia Chevrolet foi diferente. A potência aumentou apenas marginalmente, de 136
cv a 5.600 rpm para 138 cv a 5.400 rpm, como maneira de privilegiar as rotações
inferiores e médias, uma tendência mundial. A curva de torque foi redistribuída e seu
valor máximo passou para 20,7 kgf·m (anteriormente, 19,2 kgf·m).
O resultado prático das profundas
alterações está no fato de, no CD, 84% do torque máximo ocorrer já a 1.500
rpm e só baixar disso quando o motor atinge a rotação de potência máxima, que é
de 5.400 rpm. Ou seja, durante toda a faixa útil do motor a potência é abundante em
qualquer momento devido ao elevado torque presente em toda a faixa de funcionamento do
motor.
Outra maneira de descrever as características
do motor 2.2 do CD é o torque máximo do 2.0 (19,2 kgf·m) estar
presente já a baixas 2.000 rpm.
Traduzindo esses números em termos de
utilização, o motorista do CD consegue satisfação ainda maior do que antes,
tanto pelo desempenho obtido mais facilmente e sem necessidade de recorrer tanto às
marchas inferiores, como por suavidade inigualável de funcionamento do motor aliada à
simplicidade, confiabilidade e menor peso dos propulsores de quatro cilindros, este
contribuindo para distribuição de massas mais favorável no veículo.
A linha Vectra se caracteriza pelo
avanço tecnológico que a tornou líder de seu segmento (M2) na Europa nos dois últimos
anos, que foi integralmente transposto para os veículos produzidos na fábrica de São
Caetano do Sul, no ABCD paulista. No Brasil, em 1997, a GMB vendeu no varejo 81.304
unidades do modelo, conseguindo uma participação expressiva de 57,41% do segmento dos
automóveis médios.
Para o Vectra CD continuam a ser
oferecidos, opcionalmente, transmissão automática de quatro velocidades, de controle
eletrônico, controlador automático de velocidade, cinto retrátil de três pontos para o
passageiro do meio do banco traseiro e airbags estes disponíveis em todas
as versões , além de diversos itens de segurança de série, como dois cintos
retráteis de três pontos atrás e apoios de cabeça para os três ocupantes do banco
traseiro.
Comum a toda a linha Vectra, o exclusivo
conjunto de pedais, que se desarma em caso de colisão frontal, protege pés e pernas do
motorista. Até agora esse item de segurança ainda não está disponível em nenhum outro
automóvel dos que circulam no País.
Como a motorização 2.2, ocorreu
alteração na estrutura de opcionais do CD, em que o exclusivo controle de tração não
é mais item de série, mas opcional. Acompanham a introdução do 2,2 litros novas
padronagens dos revestimentos dos bancos e das portas para as três versões e novo
carpete no CD. E, naturalmente, os emblemas "2.2 MPFI" e
"2.2 16V" na tampa do porta-malas.
"4
= 6", possível graças à nova tecnologia de balanceamento
O motor de quatro cilindros do Vectra CD, ao receber as árvores de balanceamento, adquire
suavidade praticamente igual à de um motor de 6 cilindros em linha ou em "V",
justificando a expressão "4 = 6".
Isto porque as chamadas forças de
inércia de segunda ordem, causadas por massas oscilatórias não-balanceadas do motor,
que aumentam bastante nos motores de quatro cilindros com mais de 2,0 litros de
cilindrada, passam a ser controladas e anuladas por duas árvores ("eixos") de
balanceamento que giram em sentido contrário ao do virabrequim (contra-rotativas) e com o
dobro da rotação deste.
O rodar fica, desse modo, bem mais
confortável para motoristas e ocupantes, elevando o Vectra CD para categoria superior
quanto a conforto. O motor passa a girar "mais solto", sem vibração e
aspereza.
As duas árvores de balanceamento são
acionadas por engrenagens a partir da terceira manivela do virabrequim e ficam alojadas na
ponte das capas dos mancais do motor, uma nova montagem compacta e segura.
Outra grande vantagem reside no menor
peso dos motores de quatro cilindros em relação aos de cinco ou seis, o que
indiscutivelmente contribui para preservar as reconhecidas características de rodagem e
de estabilidade em curva do Vectra, em que um acréscimo de peso na dianteira seria
prejudicial.
Vale lembrar que a tecnologia de
balanceamento por árvore auxiliar já é aplicada no motor 4,3-litros V6 da Blazer e da
S10.
Mais uma vez, em tecnologia, é a
Chevrolet andando na frente.
| Os preços dos
Vectras 2.2 |
| GL |
R$ 25.390 (aumento de R$ 395) |
| GLS |
R$ 27.699 (aumento de R$ 395) |
| CD manual |
R$ 36.350 (sem alteração) |
| CD automático |
R$ 40.107 (sem alteração) |
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