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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010    (hora do fechamento: 10:46:32)
  Capa Fonte: O Estado de S. Paulo
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economia
Europa tenta sair da crise sem FMI

A União Europeia (UE) rejeita a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e garante que a solução de seus problemas da dívida será doméstica. Mas nem a UE nem o grupo dos sete países mais ricos (G-7) conseguem convencer investidores de que a situação está sob controle.

Nesta semana, algumas capitais europeias terão suas ruas tomadas por manifestantes, enquanto os mercados devem continuar voláteis - a Bolsa de Tóquio abriu esta segunda-feira em baixa de 0,59%. Na quinta-feira, a cúpula da UE se reúne para dar uma resposta à nova crise e já se insinua que poderá haver um novo pacote.

Ontem, a reunião de ministros de Finanças do G-7, no Canadá, manteve o suspense sobre a capacidade dos governos de criar um plano de resgate das economias mais endividadas da Europa. Por mais que essas dívidas estejam corroendo a confiança dos mercados, os governos europeus deixaram claro que não vão retirar ainda os incentivos econômicos. O fim do apoio poderia jogar a economia mundial de volta à recessão.

O problema é que esses mesmos governos enfrentam um grande dilema: precisam continuar gastando para evitar a recessão, mas estão com as contas em um estado crítico. Na semana passada, o temor de calote na dívida da Grécia, de Portugal e da Espanha abalou as bolsas mundiais e o euro sofreu sua maior desvalorização em nove meses. O problema é ainda mais grave porque na crise os países (ricos) do G-7 (EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Canadá), acumularam, juntos, uma dívida de US$ 30 trilhões, mais da metade do PIB mundial.

Ministros europeus usaram o G-7 para tentar passar o recado de que a situação está sob controle. "Estamos confiantes de que governo grego tomará todas as decisões que permitam que a meta (de redução do déficit) seja atingida", afirmou Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu.

O temor dos mercados é que, apesar dos planos de redução de gastos, os gregos e outros países não tenham como financiar sua dívida. Ontem, a Grécia voltou a prometer cortar gastos.

A tônica dos europeus é que o FMI não é necessário e sua ingerência não é bem-vinda. "Dissemos a nossos parceiros que temos de resolver o problema sozinhos", disse Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, o 16 países que usam a moeda comum. O G-7 optou por tomar distância. Jim Flaherty, ministro canadense, foi claro: "Esse é um assunto que não deve ser administrado pelo G-7, mas pela UE".

Analistas do Banco UBS indicaram que um pacote do FMI seria a solução. Mas Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, disse que a UE promete acertar a situação "com cuidado", o que provocou a expectativa de que um plano esteja sendo preparado em Bruxelas.

   
 
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